Google+ O Riso e o Siso

domingo, 18 de maio de 2014

Vamos economizar água nesse inverno.

A Sabesp está veiculando nas rádios uma propaganda para racionamento de água. O governo diz que não há problemas com a água. Não pode admitir que não houve planejamento nem incompetência no gerenciamento dos recursos naturais nos últimos 2000 anos em que governou SP. 
É mais fácil pagar um cachê milionário para o Rodrigo Faro fingir que é empolgante economizar água.
Trabalhar pra quê?

Eu quase me animei com a ideia. Acho que vou economizar água da privada indo cagar no jardim do governador.
Já parei de tomar banho. Fazer a barba e cortar a unha.
Cortar unha não gasta água, mas faz parte do pacote. Não iam acreditar em mim se dissesse que economizo e me vissem sujo, barbudo, mas de unha cortada. Não passa credibilidade. É tipo patricinha vestida de hippie chic com vestido Daslu. Ou punk com jaqueta de couro Louis Vitton. Não! Eu sou ortodoxo.
Mas o Faro é mala... Nem vestido de Lady Gaga pedindo pra economizar não teria graça.

Imagina se em vez do Faro eles botassem o Luciano Huck pra falar de economia de água?
-Loucura, loucura, loucura.
Ele faria uma camiseta e venderia por R$69,90 pra conscientizar o consumo de água #somostodosporcos.
Mas as pessoas esperariam uma reforma na estação de tratamento da Sabesp.
Não teria muita graça. Acho que aumentaria o consumo. E ele escreveria uma carta para a Folha de São Paulo pedindo repressão e tortura.
E se botassem o Ronaldo? Seria boa desculpa para os corinthianos não tomarem banho (são eles que têm apelido de gambás?) o problema é que as outras torcidas não embarcariam. Os travestis diminuiriam o consumo! Os mais espertos manjariam que ele estaria levando alguma grana das empresas de tratamento de água ou fabricantes de produtos de limpeza... ele não dá ponto sem nó.

O Huck faria uma camiseta e venderia por R$69,90 pra conscientizar o consumo de água #somostodosratos.

Ou se a propaganda fosse o Marcelo Rezende ou a Sheherazade pedindo pena de morte pra quem desperdiça água, o povo repetiria isso feito mantra. Tá na moda. O duro seria evitar ataques de linchamento pra quem desse descarga num xixizinho.

Aí o Huck faria uma camiseta e venderia por R$69,90 pra conscientizar o consumo de água #somostodosvarejeiras.

Mas a voz do Faro passa uma sensação boa... dá até vontade de trocar a água da piscina pra nadar nesse inverno.

Se quisessem mesmo fazer a propaganda parecer bacana, tinha que por o Selton Mello! Ele nos faz aderir. Nem que o cenário fosse um banho de mangueira, esbanjando água num deserto enquanto uma criança morre de sede ao lado, a gente simpatizaria com a Sabesp na hora. Só o Selton Mello nos faria achar legal sermos governados por incompetentes e termos que penar por isso.
O dia que descobrirem isso, ele ganha UMA GRANA com propaganda política!
Mas peraí. A gente embarca na mentira dos caras há 500 anos e o Selton Mello nunca fez campanha pra eles, não e mesmo?

terça-feira, 15 de abril de 2014

O riso e o siso ao redor do mundo

Por Camila Almeida



É legal ser diferente e chamar atenção na rua, no metrô e em todo lugar que se passa. Mas chegar em Hong Kong e encontrar um bando de ocidentais circulando pela cidade, almoçando nos mesmos restaurantes e dividindo o vagão do metrô com você, me fez sentir um alívio que eu não esperava. 

Em Guangzhou nós éramos atração na rua, e eu nunca tinha me sentido tão repreendida antes, ao ponto de voltar ao hotel para trocar de roupa porque de 20 pessoas que cruzaram o nosso caminho, 19 olharam pra nós como se fossemos uns E.T.s. E eu nem estava usando nada muito curto ou decotado. Por causa disso inventamos uma brincadeira de contar os ocidentais que vemos pela rua. 

Macau, Hong Kong e o redor da china são tão próximos um do outro e ainda assim é impressionante como é só cruzar a 'fronteira' e as pessoas param de falar inglês. Na china nem mímica funciona direito. Você atravessa a fronteira e em Hong Kong é tudo em inglês. Eles até têm daqueles ônibus de dois andares como Londres. A mão do trânsito também muda, fica do lado errado como em Londres. Daí você atravessa o canal e mistura tudo, tem placas em português, pessoas falando em chinês, uma loucura.
Mesmo depois de tanto tempo morando fora do Brasil e de ter viajado para vários lugares onde se fala e não se fala inglês, eu ainda hoje me surpreendo ao ver o quanto o inglês é uma língua universal, essencial para quem quer desbravar o mundo. Já pensou se eu chegasse aqui na china tentando falar português com a chinesada? Aí é que morria de fome mesmo. E passar fome aqui na Ásia acho que tá incluso no pacote né?

terça-feira, 8 de abril de 2014

Aventuras na China

Mandamos nossos correspondentes de guerra (isso mesmo, agora o blog tem correspondentes internacionais!) cobrir eventos na China, quem sabe um campeonato de kung fu, uma emocionante partida de pingue-pongue, ou uma bronquite por causa da poluição. Só não pode pegar gripe. É engraçado, se eu compro um eletrônico chinês, é meia-boca, não funciona direito. Mas pega uma gripe lá: morre milhões. A única coisa que funciona bem na China é desgraça. Enchente, doença e terremoto, você tem garantia que vai funcionar. Meu mp3 da Galeria Pagé tinha tles meses de galantia. Tocou por duas semanas, parou e “plonto não tem mais galantia”. A maior parte dos eletrônicos param de funcionar rápido. Aí eu penso: os caras mandaram um foguete pro espaço há pouco tempo, astronauta chinês tem que ser sangue no zóio! Virado no Jiraya.

É claro que os correspondentes estão lá para produzir a mais rica informação e troca cultural com os leitores do blog. Mas quem quiser encomendas, me procure no inbox que proporcionaremos, também, maravilhosa troca de riquezas.

Sem mais delongas, queridos leitores, essa é a primeira foto, onde nosso casal mostra, feliz, o kitinete alugado. Vemos, ao fundo, que além de dourado, há bastante portas e não é para arejar de ar poluído. Cada porta é a moradia de uma família diferente. Mas não se preocupem, pois nossos correspondentes estão graduados na yoga e no tai chi chuan para conseguirem dormir em pé.

Por favor, não estranhem o terceiro elemento na foto, ele não é exatamente um familiar. É apenas uma criança estranha, encontrada no caminho e que havia se perdido dos pais. Nossa fotógrafa explica: “acho que ele tem sérios problemas de dicção, pois não consigo entender uma palavra do que ele diz. Nem quando ele parou de chorar entendíamos. Acabamos comprando essa camiseta marrom e a bermuda bege, de presente, e ele parou de chorar”.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Tá com dó? Adote um bandido...

Desembargador escreve texto propondo que aqueles que defendem os Direitos Humanos devem adotar um bandido, assim acabaríamos com o problema carcerário.
É ótimo e fácil inverter o problema. O culpado joga a culpa na vítima e essa que se vire para resolver o problema. O texto é tão bom e de raciocínio tão elaborado que é viral. Todo mundo compartilha.
Aproveitando o embalo, um médico escreve também que quem reclama do SUS deveria adotar um doente.
O diretor da escola também aproveitou a deixa e quem reclamar da educação, que leve o aluno para casa.
Quem reclamar do asfalto, que ande de carroça, completou o Secretário de Obras.
Quem reclama direito trabalhista, que adote um escravo.
E quem reclamar de políticos, que adote uma puta, porque os filhos estão bem empregados.
Agora, quem reclamar de desembargadores cretinos que tome Lexotan, porque essa gente não tem conserto nem levando pra casa...

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Vida de Condomínio: Acessibilidade

Uma das maiores preocupações da construtora e, agora, da administradora, é com a acessibilidade. Há rampas em várias partes do condomínio. Cada torre tem, pelo menos, dois apartamentos destinados a portadores de necessidades especiais de modo que, embora não estejam com ocupação total, podemos contar, no mínimo, seis moradores nessas condições. É lindo! Apesar de serem apenas seis dentre duzentas famílias, podemos ter orgulho de bater no peito e jogar na cara dos condomínios vizinhos: “Nós somos politicamente corretos!”.
Tá certo que no dia do sorteio das vagas foi um pegapracapar que até questionaram a localização dessas vagas. Defenderam que elas deveriam entrar no sorteio e que rezassem para cair próximo ao edifício. Felizmente, o bom senso venceu e as vagas foram estrategicamente colocadas próximas às portas de entrada.
Além disso, investimos também em atividades físicas para esses moradores especiais. Quer dizer, o custo é zero, não chega a ser um investimento, mas um incentivo. Quer dizer, não é bem um incentivo, é um imperativo, uma obrigação. Funciona mais ou menos assim: o cara compra o apartamento no térreo porque é da cota de acessibilidade; a vaga é pintada com aquele símbolo azul e branco, bem próxima à porta; a construtora põe uma rampa praticamente saindo da porta do prédio, mas a outra ponta da rampa fica há uns duzentos metros da vaga. Você precisa atravessar todo o estacionamento para acessar a rampa com sua cadeira – a menos que ela venha equipada com o modo Off-road 4x4, para atravessar o gramado, os pedregulhos e escalar o morro que separam o estacionamento do edifício.
É interessante o conceito. A construtora deu todo o suporte e infraestrutura para que os condôminos pratiquem exercícios. Imagina: o cara sai com a cadeira de rodas, vai até lá na frente e volta, percorrendo uns quatrocentos metros por dia, só para entrar no carro que está há menos de três metros da sua porta. Só me intriga pensar no caso dele esquecer as chaves do carro. Outra coisa é a falta de espaço nas laterais. Acho que eles se arrastam para sair pelo porta-malas.
Juro que um dia vi um deles bater recordes de velocidade para fugir da chuva, já que a rampa fica a céu aberto. Só acho injusto ele poder passar dos vinte quilômetros por hora e a gente não.

Aliás, é impressionante a perseverança do seu Olavo, morador do sétimo andar que teve um derrame. Ele agora precisa de um andador para se locomover. Todos os dias ele sobe e desce a rampa para se exercitar. Deduzo que sejam orientações médicas, já que ele não consegue mais falar. Ato realmente heroico se pensarmos que ele leva uns cinco minutos para percorrer um metro, vezes quatrocentos (ida e volta da rampa), dá quase trinta e quatro horas de caminhada! Nunca consegui acompanhar a volta completa. Já me sentei na sacada por algumas vezes, mas caio no sono em poucos minutos. Qualquer dia passo de carro e ofereço carona para agilizar.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Todos exigimos respeito

O policial, enfezado com a multidão protestando, ordena que retornem para suas casas e arrumem outra forma de protestar. Ninguém atende, ninguém da atenção à sua autoridade. Ele desce o sarrafo na galera. Ele só está fazendo seu trabalho. Ele exige respeito. O ladrão, depois de preso, espera bom tratamento das autoridades, quer ser tratado como gente, exige seus direitos respeitados, exige respeito. Ele só estava fazendo seu trabalho. Ambos oram para Deus no início do dia e sempre emendam um “se Deus quiser” no fim das frases. O mesmo Deus que ajuda o bandido ajuda o policial.
Assim como o professor que obriga a sala a orar, apesar da educação laica, e pede ajuda de Deus para um bom dia de trabalho, faz piadas machistas, homofóbicas, racistas, não perde a chance de ressaltar a pobreza do aluno, abusa de sua autoridade chantageando notas, pede atenção para a sala, xinga, grita e exige respeito. Também o aluno picha, destrói, rabisca quebra a sala de aula, atrapalha a explicação, desdenha da escola e do trabalho do professor exige seus direitos, protesta para ser respeitado.
A caminho de casa presenciei um motoqueiro acelerar na curva, derrubar um ciclista, alcançar o carrão de luxo mais à frente e iniciar uma discussão por causa de uma manobra imprudente cem metros atrás. O carro tinha um símbolo cristão na traseira. O motoqueiro foi tirar satisfação. Sua vida foi posta em risco. Ele estava exigindo respeito.
A feminista engajada sai do mercado - linda e loira - e entra em seu carro estacionado na vaga de deficientes. Ela sempre fala da bíblia. Ela é saudável. Ela luta por respeito.

Todos exigem respeito.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Diferenças entre meninos e meninas

Litros de tintas são desperdiçados, de tempos em tempos, tentando explicar a diferença entre meninos e meninas. Há os que apostam nas discordâncias, como o célebre "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus". Há os que apostam na atração, como o "Por que os homens amam as mulheres poderosas" e há obras científicas, isentas e equilibradas como a Bíblia Sagrada.
Como esse parece ser assunto que rende best sellers, nosso humilde blog não poderia deixar de beliscar esse filão.
Claro que o assunto não é fácil, a conclusão não é simples e demanda anos e anos de estudos, testes, análises e músicas do Chico Buarque, mas não é uma tarefa impossível. A prova disso é que hoje mesmo, passando pelo jardim do condomínio, pude observar duas crianças de sexos opostos, com comportamentos bem estereotipados e psicografei uma brilhante conclusão.
Tenham essas palavras sempre em mente, caros leitores, quando estiverem lidando com indivíduos do sexo oposto, num momento de conflito, discordância ou exaltação pela atenção gasta com o Playstation, o jogo de futebol, o carteado, o filme do Bruce Lee - pela décima oitava vez na Tela Quente, exibindo selo de inédito na propaganda - em oposição ao Shopping, à louça na pia, à novela, ao Shopping de novo e ao penteado-super-inovador-que-se-parece-com-o-anterior-mas-que-tem-um-dedo-a-menos.
A fonte de toda indignação, todo beicinho, toda manha, discussão, homicídios e suicídios entre sexos opostos reside no simples fato de que cada gênero compartilha com seus semelhantes, uma visão muito peculiar do que significa ser uma pessoa adulta, independente, madura e dona de si.
Enquanto os meninos imaginam que atingirão esse estágio após terem trabalhado, juntado dinheiro, comprado um foguete, ultrapassado a velocidade do som, viajado para Marte, fincado uma bandeira em solo alienígena e baixado as calças para urinar e perpetuar sua cadeia genética fora da Terra. A meninas pensam que atingirão tal estágio quando conseguirem dar os três passinhos e alcançar o outro sofá.