Google+ O Riso e o Siso: dezembro 2013

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Todos exigimos respeito

O policial, enfezado com a multidão protestando, ordena que retornem para suas casas e arrumem outra forma de protestar. Ninguém atende, ninguém da atenção à sua autoridade. Ele desce o sarrafo na galera. Ele só está fazendo seu trabalho. Ele exige respeito. O ladrão, depois de preso, espera bom tratamento das autoridades, quer ser tratado como gente, exige seus direitos respeitados, exige respeito. Ele só estava fazendo seu trabalho. Ambos oram para Deus no início do dia e sempre emendam um “se Deus quiser” no fim das frases. O mesmo Deus que ajuda o bandido ajuda o policial.
Assim como o professor que obriga a sala a orar, apesar da educação laica, e pede ajuda de Deus para um bom dia de trabalho, faz piadas machistas, homofóbicas, racistas, não perde a chance de ressaltar a pobreza do aluno, abusa de sua autoridade chantageando notas, pede atenção para a sala, xinga, grita e exige respeito. Também o aluno picha, destrói, rabisca quebra a sala de aula, atrapalha a explicação, desdenha da escola e do trabalho do professor exige seus direitos, protesta para ser respeitado.
A caminho de casa presenciei um motoqueiro acelerar na curva, derrubar um ciclista, alcançar o carrão de luxo mais à frente e iniciar uma discussão por causa de uma manobra imprudente cem metros atrás. O carro tinha um símbolo cristão na traseira. O motoqueiro foi tirar satisfação. Sua vida foi posta em risco. Ele estava exigindo respeito.
A feminista engajada sai do mercado - linda e loira - e entra em seu carro estacionado na vaga de deficientes. Ela sempre fala da bíblia. Ela é saudável. Ela luta por respeito.

Todos exigem respeito.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Diferenças entre meninos e meninas

Litros de tintas são desperdiçados, de tempos em tempos, tentando explicar a diferença entre meninos e meninas. Há os que apostam nas discordâncias, como o célebre "Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus". Há os que apostam na atração, como o "Por que os homens amam as mulheres poderosas" e há obras científicas, isentas e equilibradas como a Bíblia Sagrada.
Como esse parece ser assunto que rende best sellers, nosso humilde blog não poderia deixar de beliscar esse filão.
Claro que o assunto não é fácil, a conclusão não é simples e demanda anos e anos de estudos, testes, análises e músicas do Chico Buarque, mas não é uma tarefa impossível. A prova disso é que hoje mesmo, passando pelo jardim do condomínio, pude observar duas crianças de sexos opostos, com comportamentos bem estereotipados e psicografei uma brilhante conclusão.
Tenham essas palavras sempre em mente, caros leitores, quando estiverem lidando com indivíduos do sexo oposto, num momento de conflito, discordância ou exaltação pela atenção gasta com o Playstation, o jogo de futebol, o carteado, o filme do Bruce Lee - pela décima oitava vez na Tela Quente, exibindo selo de inédito na propaganda - em oposição ao Shopping, à louça na pia, à novela, ao Shopping de novo e ao penteado-super-inovador-que-se-parece-com-o-anterior-mas-que-tem-um-dedo-a-menos.
A fonte de toda indignação, todo beicinho, toda manha, discussão, homicídios e suicídios entre sexos opostos reside no simples fato de que cada gênero compartilha com seus semelhantes, uma visão muito peculiar do que significa ser uma pessoa adulta, independente, madura e dona de si.
Enquanto os meninos imaginam que atingirão esse estágio após terem trabalhado, juntado dinheiro, comprado um foguete, ultrapassado a velocidade do som, viajado para Marte, fincado uma bandeira em solo alienígena e baixado as calças para urinar e perpetuar sua cadeia genética fora da Terra. A meninas pensam que atingirão tal estágio quando conseguirem dar os três passinhos e alcançar o outro sofá.